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Desempenho da indústria gaúcha tem terceira queda seguida e atinge piso histórico

5/7/2016

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), elaborado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), caiu 2,3% em maio, com ajuste sazonal, registrando sua terceira queda consecutiva e atingindo um novo piso da série iniciada em janeiro de 2003. Apenas as compras industriais subiram (1,6%) entre abril e maio nos seis indicadores avaliados pelo IDI-RS.

 

Conforme o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, que comentou os resultados nesta segunda-feira (4), os números de maio não alteram o quadro de recessão que acompanha o setor industrial gaúcho. "A melhora recente nas expectativas dos empresários, motivada pelo novo governo, não está sendo acompanhada por uma reação concreta da produção, apesar da estabilização do ritmo de queda da atividade", alerta.

 

As retrações registradas em faturamento real (-1%), horas trabalhadas na produção (-1,2%), utilização da capacidade instalada-UCI (-1,2%, com grau médio de 78,2%), emprego (-1,1%) e massa salarial (-0,3%), os demais indicadores do IDI-RS, revelam que os problemas continuam a afetar a indústria gaúcha.

 

"A demanda interna em baixa, o desemprego crescente, o crédito restrito e a falta de confiança dos empresários permanecem, mantendo um cenário incompatível para uma recuperação no curto prazo", diz Müller. Em maio, o emprego caiu pelo 16º mês consecutivo e apresentou dois recordes negativos: o de menor nível histórico e o de maior duração, o que levou a massa salarial à sexta contração seguida.

 

Se na margem a atividade mostra um aprofundamento do ciclo recessivo, o desempenho entre períodos mais longos indica estabilização. Com relação ao mesmo mês do ano anterior, o IDI/RS registrou a menor queda em três meses: 5,2%. Mas trata-se de novo recorde de duração: 27 resultados negativos consecutivos. No acumulado do ano até maio, na comparação com o mesmo período de 2015, o índice de atividade recuou 7%. O declínio havia sido de 7,5%, até abril, e de 7,4%, até março.

 

Em relação ao acumulado de 2016, as perdas na atividade industrial gaúcha atingem todos os indicadores pesquisados nos primeiros cinco meses. Apresentaram reduções significativas o faturamento real (-10,7%) e as compras industriais (-9,4%). As horas trabalhadas na produção recuaram 5,5%, enquanto a UCI ficou estável (-0,1%), mas em patamar muito baixo. O emprego e a massa salarial real caíram 9,1% e 10,9%, respectivamente.

 

Quinze dos 17 setores pesquisados no IDI-RS apresentaram quedas intensas e disseminadas, especialmente Máquinas e Equipamentos (-15,6%), Veículos automotores (-12%), Produtos de metal (-11,7%), Móveis (-15%) e Alimentos (-4,3%).

 

Fonte: Jornal do Comércio

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