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Receio de consumidores confirma queda nas vendas de Natal

26/12/2016

 

 

Compras com tíquete médio baixo marcaram o Natal de incertezas do comércio gaúcho, com desempenho de 4 a 5% inferior ao ano de 2015. A avaliação é do presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, para quem o temor em relação às expectativas dos próximos meses afetou a disposição dos consumidores.

 

Para o dirigente, foi o Natal da dúvida diante das desconfianças e incertezas com a economia do país. "Desemprego, juros altos, inflação ascendente são preocupações muito presentes na mente das pessoas. O reflexo foram compras com valores médios baixos com relação ao ano anterior", comenta.

 

Um levantamento prévio feito pela entidade revela que o cenário foi distinto se comparadas as vendas de Porto Alegre e Região Metropolitana e o interior do Estado. Isso porque a renda da safra agrícola determinou gastos maiores em cidades que têm sua economia voltada à produção agrícola. Entretanto, na média estadual, o tíquete variou entre R$ 50 e R$ 60 por presente, 

 

A sondagem indicou que produtos como roupas, cosméticos, livros, bijuterias e decoração concentraram o interesse dos clientes, com crescimento nas vendas à vista e cartões de crédito, em detrimento as possibilidades de parcelamento do crediário. Para o presidente da AGV isso demonstra uma maior maturidade da população, que planeja não acumular dívidas para o ano de 2017.

 

OTIMISMO PARA 2017

 

Para o próximo ano, conforme Vilson Noer, as perspectivas são mais animadoras, não tão irregulares, pelo menos até o segundo trimestre quando devem começar a ser percebidos os primeiros reflexos das medidas econômicas anunciadas recentemente pelo Governo Federal. Entre as expectativas positivas do próximo ano estão a queda dos juros, maior oferta de crédito, redução da inflação, redução do desemprego, e maior equilíbrio financeiro dos lojistas se confirmada a redução do prazo de repasse de valores das compras pelas administradoras de cartões de crédito.

 

"Nossa previsão é que a partir de abril do próximo ano, teremos uma melhora  dos índices inflacionários com menor endividamento e inadimplência com as pequenas dívidas sendo pagas com os saques das contas inativas do FGTS. Mas também para nós, no Rio Grande do Sul, o resultado da safra agrícola será fundamental para a estabilidade econômica", argumenta Noer.

 

Com a projeção de melhora da economia a partir da metade de 2017, os indicadores da AGV apontam para vendas nominais iguais ou muito próximas de 2016, o que significa crescimento zero. Mesmo assim, as mudanças da legislação trabalhista acenam, conforme o presidente da entidade, com uma nova política de empregabilidade para o setor.  "Caso as ações macroeconômicas do governo sejam absorvidas pelo mercado, os custos das vendas de cartões de crédito em queda vão estimular um maior prazo. De parte do Governo Federal, será fundamental a retomada de investimentos em infraestrutura, que geram emprego, melhoria da produtividade e renda", diz.

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