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Artigo do Presidente: Cadastro positivo ou negativo?

6/2/2017

Vilson Noer, Presidente da AGV (Crédito: Guilherme Testa)

 

 

Em meio à crise que vem assolando a economia brasileira, onde mais de 12 milhões de desempregados engrossam as filas de recolocação, o governo federal sinalizou uma nova oportunidade para o comércio deixar para trás os dias de estagnação. A implantação do Cadastro Positivo, previsto na medida provisória anunciada pelo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, em 20 de dezembro de 2016, poderá trazer mais 1 milhão de novos consumidores com potencial de compra para o varejo do Rio Grande do Sul, além das atuais 6 milhões de pessoas que se utilizam de algum tipo de crédito.

 

Com isso, poderá passar dos atuais 50% do PIB em concessões de crédito para algo entre 65% a 68%. Podemos projetar um incremento de mais de R$ 5 bilhões em negócios com compras de eletrônicos, eletrodomésticos, carros e imóveis populares nos próximos cinco anos no Estado. A primeira experiência para implantação do Cadastro Positivo no Brasil, em 2013, não foi exitosa.

 

Na época, a lei aprovada com muitos penduricalhos trazia desconfiança e não garantia de forma mais clara os reais benefícios. Isso, associado à possibilidade de venda com preços diferentes entre dinheiro e cartão de crédito, deve representar, em curto espaço de tempo, uma significativa redução dos juros na concessão de crédito. E essa diminuição estará muito atraente e longe do absurdo cobrado pelas administradoras de cartão, somando, no mês de dezembro de 2016, um percentual de 484,6% ao ano.

 

É preciso desmitificar o senso comum de que quanto maior a dívida do consumidor, melhor para o comércio. Ao contrário, nenhum empresário quer levar o cliente para a inadimplência. O sucesso dessas decisões depende da adesão a esse banco de dados, e também do nível de confiabilidade do Cadastro Positivo, além do consumidor se sentir seguro e respeitado no direito básico à informação, com critérios transparentes de avaliação de risco.

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