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Artigo do presidente sobre reforma trabalhista é destaque no Jornal do Comércio, nesta quinta-feira

30/3/2017

 Presidente da AGV, Vilson Noer (Crédito: Guilherme Testa)

 

"A necessária virada de página" é o título do artigo do presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) que foi publicado na edição de hoje, quinta-feira, 30 de março, no Jornal do Comércio. O texto fala sobre a importância da reforma trabalhista no atual governo brasileiro. Leia o artigo:

 

A necessária virada de página

por Vilson Noer

 

Ao apagar das luzes de 2016, o governo federal anunciou o Projeto de Lei (PL) que pretende flexibilizar as relações de trabalho. É inegável que a CLT, dos anos 1940, necessita de uma modernização, principalmente para atender ao setor produtivo que passou por muitas mudanças nas últimas décadas. O PL já está em análise pela Comissão Especial da Reforma Trabalhista na Câmara. Para este ano, o maior desafio do governo é gerar empregos. Afinal, a crise paralisou a economia brasileira provocando o fechamento de muitas empresas. 

E quem não encerrou as atividades, apertou consideravelmente o cinto, o que resultou em um desemprego recorde no Brasil com mais de 12 milhões de pessoas sem trabalho. A reforma trabalhista é imprescindível, e mais do que isso, representará uma virada de página nesse momento complicado que atravessamos. Ela trará uma redução da burocracia, retomará a competitividade do Brasil, impulsionando a economia e criando vagas de trabalho, principalmente para o varejo, que é um dos maiores geradores de empregos do País. 

Cito a “jornada flexível” como um dos pontos mais importantes para o comércio brasileiro e para o aumento de vagas de trabalho. Pois, além de acabar com a dificuldade setorial de não ter vendedores suficientes em dias de movimento, a medida possibilitaria a adaptação da quantidade de funcionários aos horários de pico de fluxo de clientes, permitindo formas menos engessadas de contratação. Além disso, as negociações entre patrão e empregado e os acordos coletivos terão mais valor do que o previsto na legislação, permitindo o parcelamento de férias e mudanças na jornada de trabalho, por exemplo. 

O mundo mudou e as relações de trabalho têm que se adaptar à nova realidade para que sirvam de estímulo na geração de empregos formais e não serem mais um obstáculo como vem acontecendo. Não é mais admissível que fiquemos estagnados, fechando nossas empresas e que mais pessoas fiquem desempregadas. Por isso, repito que a reforma trabalhista representa, de forma efetiva, uma virada de página, um novo começo para empresários e empregados.

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