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Veja truques para sua loja ser organizada (e lucrativa)

13/6/2017

 

Estar em uma loja e se deparar com um ambiente aconchegante; com tudo em seu lugar; com aroma, iluminação e música adequados; e onde é possível visualizar estrategicamente a localização dos produtos ao seu redor é fornecer ao corpo e à mente os subsídios necessários para se sentir bem.

 

Por outro lado, estar em um ambiente desconforme, suscita, imediatamente, repulsa e vontade de interferir para organizá-lo.

E, não à toa, as atividades das células nervosas constroem um mundo interno que se molda à medida que interage com o ambiente externo, como trata a proposta holística moderna – em que o todo determina o comportamento das partes.

 

Nesse sentido, as varejistas podem e devem usar de diferentes mecanismos como oportunidades para atrair os clientes, fazendo-os se sentirem acolhidos em suas lojas.

Toda essa estratégia, entretanto, precisa ser muito bem planejada, envolvendo equipes multidisciplinares: marketing, comercial, visual merchandising, arquitetura, design de interiores etc., voltados a entender os quatro “P” integralmente: público-alvo, produto, ponto de venda e promoção.

 

Muito se engana quem pensa que ter uma loja rentável é simplesmente criar um logo, adotar um conceito e desenhar produto. A relação da essência do ponto de venda com o consumidor está cada vez mais estreita e hospitaleira.

O produto não é mais um fim em si mesmo. Ele é o início de uma relação longa e duradoura, pautada pelo conjunto de experiências positivas intrínsecas ao bom atendimento, à qualidade, ao pós-venda, ao ambiente, ao profissionalismo e à segurança de que a marca não irá decepcionar.

 

Conseguir oferecer uma atmosfera no ponto de venda (PDV) entabulando essas características certamente fará diferença nos resultados. O cliente assíduo será o primeiro a perceber a ruptura e, se foi ouvido em suas solicitações com pesquisas prévias, se sentirá prestigiado por ter contribuído com aquela nova faceta da marca.

Os que ainda não consumiam se sentirão atraídos a conhecer e, gostando do novo espaço e sentindo receptividade, poderão tornar-se clientes frequentes, cabendo à loja a manutenção desse contato, com levantamento frequente dos anseios de seu público a fim de sempre disponibilizar a experiência de compra que seus clientes procuram.

 

A frente da loja

Especificamente sobre a vitrine, ou frente de loja, como também é chamada, surge a primeira oportunidade de contar a história e apontar os diferenciais do seu ponto de venda. Torná-la visível de longe e deixá-la criativamente convidativa são regras básicas, postas em prática, no mínimo, a cada 15 dias.

Pensando na funcionalidade, é importante o lojista observar a largura da porta, para permitir o acesso de cadeirantes e também para que o interior do local possa ser observado de fora.

 

Dentro da loja
 

Na área de vendas, vale ter em mente os cinco sentidos humanos: olfato, tato, visão, audição e paladar, e explorá-los em benefício do bem-estar do cliente.

Iluminação

A iluminação, por exemplo, pode ser explorada através de projetos de luminotécnica, dando ênfases para determinadas gôndolas, aumentando ou diminuindo a intensidade da luz conforme a estação do ano e/ou a coleção em destaque ou ainda visando evidenciar itens como destaque específicos daquele dia.

 

Sonorização

A sonorização é outro artifício que as marcas evidenciam suas características de personalidade. Algumas possuem até rádio ou playlists exclusivas no Spotify, por exemplo. No volume ideal, pode ser usada para estimular a compra, tornando o ambiente ainda mais prazeroso e aconchegante.

 

Aromatização

O mesmo ocorre para os adeptos da aromatização. De pão a Channel nº5, qualquer que seja o ramo, é possível usar essa ferramenta para aguçar os sentidos dos clientes, fazendo-os perceber que ali o momento propiciado é único e exclusivo, tal qual a relação que a marca tem com ele.

 

A circulação na loja

Muito embora o aspecto da setorização seja o mais trabalhado pelos atuais varejistas, instaurando caminhos intuitivos que servem como “guia” para o consumidor, pouco se explora quanto à correlação de áreas, procurando organizá-la para propiciar o contato imediato com outros produtos, que, embora pertinentes a outros setores, estão ali próximos para evidenciar um conjunto completo e rápido de opções.

 

Em linhas gerais, evitar a poluição visual, retirar os excesso de produtos, ampliar a sinalização, não descuidar da limpeza e da manutenção local, bem como no alinhamento do uniforme dos funcionários, são outros aspectos de igual importância para a boa engrenagem desse ecossistema, sem deixar de lado a observação com a atualização das campanhas e com a livre circulação pelos corredores.

 

Nesse sentido, a mudança de paradigma de partes fragmentadas para partes que se definem em relação ao contexto maior é de suma importância para a criação deste novo ambiente. É a relação entre esses diferentes componentes que formarão o todo, tornando-os recíprocos e harmoniosos entre si.

 

E não é porque há uma sistematização que o método deva ser estático. Muito pelo contrário. A partir do reconhecimento dos novos hábitos de consumo, o lojista deve propor alterações justamente para manter a integridade deste sistema, adequando-o ao um novo ambiente físico, estrutural, emocional e voltado à ampla satisfação dos anseios deste novo consumidor.

 

Fonte: EXAME

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