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Após vender em loja física e virtual, varejo precisará integrar os estoques


Em um movimento que se dá para além da multicanalidade, possibilidade de unir os produtos parados é uma forma de reduzir gastos com novas compras e revolucionar no tempo de entrega

Com clientes cada vez mais hiperconectados, o varejo busca fórmulas para estimular seus ganhos. Uma das realidades, a multicanalidade, que integra o canal de vendas físico e digital, ainda deve ser aprimorada e ganhar novos módulos em curto prazo.

Segundo um estudo realizado recentemente pela aceleradora de startups Liga Ventures, em parceria com o espaço de inovação em varejo OasisLab, o serviço de omnichannel, já oferecido por vários varejistas, ainda tende a crescer. Se atualmente ele funciona com intuito de maximizar a interação entre os canais, a ideia é que em um futuro próximo não exista diferença entre o estoque físico e virtual; para que, assim, o consumidor consiga receber o produto em um período mais reduzido.

“Essa questão da omnicanalidade é um caminho sem volta. O maior desafio para o grande varejista é aprender a integrar o on-line com as lojas físicas, para atender melhor o consumidor. A logística hoje é muito cara para o varejista. Com esse novo conceito, ele vai aproveitar o estoque que está parado nas lojas físicas e aumentar o giro daquela unidade [em que o cliente resolver retirar o produto]. Além disso, o consumidor será beneficiado. Com essa automação do estoque físico, o cliente poderá receber o produto entre uma e duas horas”, diz a responsável pela loja laboratório de inovação da Oasislab, Fabíola Paes.

Uma das startups mencionadas pelo estudo: a Neomode fornece serviços para a integração dos canais de vendas, além de desenvolver atividades para impulsionar o consumo e conquistar novos clientes através do chatbot no Facebook. Para alavancar os ganhos da varejista Mercadomóveis, a startup está desenvolvendo um aplicativo para vendas e aprimorando o serviço de multicanalidade da rede. “Estamos na fase de implantação do projeto, onde o time da Neomode elaborou todo o cronograma. Estamos realizando uma gama de ações em paralelo ao app, pois temos que estar prontos para todos os clientes, indiferentemente do canal”, afirma o gerente de controladoria da Mercadomóveis, Fernando Silvério. A rede hoje soma 200 operações.

Inovar para crescer

De acordo com o mapeamento realizado pela Liga Ventures, o mercado brasileiro já conta com 216 startups que desenvolvem algum tipo de ação voltada ao varejo. Dentre elas, alguns segmentos de destaque são de startups que atuam com soluções para gestão das lojas (31 startups), pagamentos (26), marketing e relacionamento com o cliente (23), internet das coisas, e novas tecnologias (21), promoções e recompensas (21) e logística (18).

“Nós identificamos que o mercado brasileiro já tem um grande número de startups que atuam no varejo. Temos notado, inclusive, que algumas startups têm se destacado no setor, oferecendo serviços de internet das coisas, aplicativos para pagamentos e gestão dos produtos, entre outros. Além disso, existe um movimento forte de startups voltadas a avaliar o comportamento do consumidor nas redes sociais”, admite o sócio-diretor da Liga Ventures, Daniel Grossi.

Das 216 startups mapeadas pelo estudo, 115 foram tidas como soluções da chamada ‘Loja 4.0’, conceito associado à necessidade de interação nos canais. “A essência da Loja 4.0 é o consumidor. A inovação é necessária para direcionar ofertas com o perfil do cliente, melhorando a assertividade nas campanhas”, diz Fabíola.

Fonte: SBVC

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