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Acerte o alvo: recomende produtos que são a cara do consumidor


A chave é sempre exibir os itens mais relevantes para os clientes. Foto: ThinkStock

Não é segredo nenhum que uma boa vitrine chama a atenção dos consumidores. Se no varejo físico a boa exposição de produtos fisga quem passa pelos corredores, no e-commerce o foco é atuar na organização da página principal e nas de categorias de produtos.

E quais produtos devem compor uma vitrine atrativa: os mais vendidos, os que mais representam a identidade da marca ou os lançamentos?

A resposta certa pode ser uma combinação das três opções ou nenhuma delas. A chave é sempre exibir os itens mais relevantes para os clientes. Mas cada usuário tem interesses distintos, certo? Sim, então, a solução são páginas personalizadas.

Hoje, já existem no mercado ferramentas tecnológicas que customizam páginas de recomendações de produtos de acordo com o comportamento de cada usuário.

“Lojas virtuais que oferecem uma sugestão de produtos mais precisa conseguem resultados não só em vendas, mas também em aumento da conversão, do tíquete médio e melhor aproveitamento de mídia”, afirma Davi Bernardes, fundador da Roi Hero, empresa que desenvolve ferramentas para recomendações inteligentes que atende pequenos e médios e-commerces.

Fundada há um ano, a Roi Hero atende cerca de 30 lojas virtuais, entre elas a Pandorá Joias e a Vestcasa, que vende artigos de cama, mesa e banho.

De acordo com Davi, grandes empresas utilizam softwares de inteligência artificial para fazer recomendações de produtos. O problema é que, para ser eficiente, essas ferramentas dependem de uma grande quantidade de dados. Para uma loja de grande porte, não há problema, uma vez que o site recebe milhares de visitas num único dia.

Já as pequenas, com fluxo melhor, não obtêm o mesmo desempenho. A alternativa é usar algoritmos de análise de Big Data para identificar cada usuário e desvendar os interesses de cada um.

Recomendações certeiras de produtos podem despertar no usuário a sensação de que a loja tem a sua cara.

A melhor experiência também tende a diminuir a taxa de rejeição, que é quando o usuário visualiza apenas uma página e sai do site.

O melhor engajamento pode aumentar a conversão de vendas. Na Vestcasa, por exemplo, a taxa de conversão aumentou 13% após a adesão da tecnologia.

Conheça os três principais tipos de recomendações para melhorar as vendas do e-commerce.

Itens complementares

Esse formato de recomendação é um dos mais utilizados no varejo físico – e a lógica é a mesma no mundo virtual.

Funciona assim: quando um usuário adiciona um produto no carrinho, uma caixa de sugestão de produtos surge, apresentando itens complementares.

Por exemplo, o usuário que seleciona um smartphone poderá visualizar uma página que exibe uma gama de acessórios, como capas protetoras, fones de ouvidos, cartões de memória e carregadores portáteis.

Neste tipo de recomendação, o foco é aumentar o tíquete médio por meio da venda de mais de um produto para o mesmo consumidor. A tática é conhecida como cross-selling.

Produtos similares

A ferramenta mapeia a navegação do usuário no site. As informações, então, são cruzadas com a base de dados de comportamento de todos os consumidores que já visitaram a loja.

Dessa forma, o sistema passa a recomendar produtos que outros usuários, com navegação similar, compraram de fato. As recomendações, então, são apresentadas em pequenas vitrines durante toda a navegação.

Por exemplo, um usuário que navegou em páginas de televisores LG e Samsung – e não comprou nenhum produto – pode estar em dúvida.

Neste caso, conforme a escolha dos antecessores, a tecnologia gera anúncios recomendando o produto com mais chances de ser o preferido.

Conforme mais páginas são visitadas, mais refinadas se tornam as recomendações. O foco é seguir o usuário até que o produto recomendado seja o que possuir maior probabilidade de compra.

Histórico de produtos

Este tipo de recomendação consiste em identificar, em tempo real, os produtos e categorias que o usuário navega e gerar um histórico dos itens que foram acessados.

A lista de produtos passa a ser exibida no rodapé das páginas seguintes que o usuário visitar.

A ideia é facilitar a jornada do usuário e deixar os produtos sempre visíveis. Dessa forma, o potencial comprador consegue encontrar facilmente os itens de que viu e gostou, mesmo tendo pesquisado outros produtos posteriormente.

Quando ele sentir necessidade, pode comparar os itens e adicionar o melhor ao carrinho.

Fonte: Diário do Comércio

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