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Quatro ações para preparar o ambiente de trabalho para a transformação digital

29/1/2018

 

Investimentos em I.A. e Machine Learning podem aumentar a receita em 38% nos próximos cinco anos. Foto: Shutterstock.

 

A transformação digital é realidade nas empresas de qualquer setor. Embora a estratégia e o mindset para essa transformação deva partir da liderança da companhia, a força de trabalho também devem acompanhar essa transformação. Para tanto, é preciso agir para que o quadro de funcionários também esteja preparado para a inserção de tecnologias disruptivas no espaço de trabalho.

 

Para ajudar a liderança nessa tarefa, a Accenture fez estudo e identificou quatro ações para ajudar as empresas a redesenhar a força de trabalho.

 

A pesquisa identificou uma preocupação grande das empresas pela implantação de tecnologias disruptivas. De acordo com o estudo, os investimentos em Inteligência Artificial e Machine Learning podem aumentar a receita em 38% nos próximos cinco anos. No varejo, esse porcentual sobe para 41%.

 

Além disso, 43% dos executivos entrevistados afirmaram que a Inteligência Artificial estará por trás de toda nova inovação nos próximos três anos.

 

E, ao contrário do que se imagina, esse novo cenário deve gerar mais empregos, com profissinais capacitados para lidar com essas tecnologias.

 

O estudo ouviu mais de 1.200 CEOs e grandes executivos que trabalham com Inteligência Artificial. Além disso, foram ouvidos mais de 14 mil funcionários de diferentes gerações e diferentes níveis. A pesquisa cobriu 12 setores e 11 economias.

 

Veja quais foram as ações elencadas pela Accenture para preparar a força de trabalho para a transformação digital:

 

1. Alinhe o quadro de trabalho ao novo modelo de negócio

Segundo o estudo, é preciso mudar o propósito da força de trabalho para que ele sincronize com o valor dos consumidores. Por exemplo, no varejo, ao invés de vendedores, tenha especialistas em moda, consultores, que trabalham com dados.

 

É o que faz a Stitch Fix, que têm especialistas que trabalham com algoritmos que interpretam as preferências dos consumidores e que aprendem com todom engajamento de post feito no Pinterest. Com essa informação, esses especialistas melhoram as indicações que fazem aos clientes.

 

2. Reconheça e foque no negócio

A ideia não é apenas olhar para eficiência que beneficie os resultados da linha final do negócio. É preciso transformar os recursos economizados em investimentos para a futura força de trabalho que beneficiará o novo modelo de negócio.

 

Não é apenas o investimento em tecnologia que deve ser contado, mas o investimento em treinamento para que essa tecnologia seja bem utilizada.

 

3. Organize para agilidade

À medida em que as pessoas fazem menos trabalhos repetitivos e participam mais de projetos em times multidisciplinares, eles devem ter mais autonomia e poder de decisão. Segundo a Accentures, uma cultura mais abertura precisa de um ambiente que encoraje a experimentação e isso exige que as pessoas possam tomar decisões.

 

Para que isso aconteça, a empresa precisa redesenhar processos e estrutura que permita uma maior fluidez para trabalhos em times, liberando as pessoas de funções mais operacionais – que as máquinas poderão fazer.

 

4. Construa e adote um novo DNA de liderança

Em um ambiente mais ágil, que integra o melhor da tecnologia e o melhor da capacidade humana, é preciso adotar também um novo tipo de liderança.

 

À medida em que há um colapso das hierarquias e que os times funcionam de forma mais integrada, líderes se tornam co-criadores. Enquanto a Inteligência Artificial permite indivíduos ter mais responsabilidades, ela também puxa a tomada de decisão para onde as coisas acontecem – ou seja, não dá mais para ter o processo de repassar alguma situação para que um líder decida.

 

Liderança não é um nível. É preciso construir líderes em todos os níveis. Bons líderes também reconhecem que a transformação digital é inevitável e que ainda há muito por vir e que as conexões humanas importam.

 

Fonte: Novarejo

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