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A tecnologia fiscal a serviço do varejista

9/2/2018

Todo o sistema embarcado para a NFC-e pode fornecer dados que muitas vezes o varejista não se atenta. Foto: Pixabay.

 

Estamos diante de um momento de inflexão importante para quem lida com varejo. Diferente das revoluções passadas do consumo, que eram impulsionadas pela indústria e pelas redes, essa é a primeira vez que vemos os consumidores puxarem as transformações. Isso porque, com a democratização da internet os consumidores se digitalizaram muito mais rápido que as empresas e a imposição de adaptação é condição vital para desempenhar os negócios atualmente.

 

Entretanto, as mudanças que o contexto digital impõem ao mercado vão além da oferta de produtos online. Os indivíduos da era smart são extremamente desafiadores!

 

Com a necessidade de se reinventar digitalmente é comum não saber por onde começar, nem como criar uma estratégia, ou fortalecer iniciativas. Ao mesmo tempo, buscar competitividade, produtividade e redução de custos é imperativo e se intensifica. Muitas vezes, é difícil ir além do óbvio.

 

Por exemplo, a partir de 2014 a tecnologia fiscal passou a ser obrigatória e decisiva para a excelência tributária. Mas, além das normas de conformidade com as Secretarias de Fazenda, todo o sistema embarcado para a NFC-e pode fornecer dados e inputs relacionados às áreas de experiência do consumidor, live data, performance operacional e inteligência de mercado que muitas vezes o varejista não se atenta. Além da solução fiscal em si, há outras soluções complementares de valor agregado que permitem que o varejista se relacione com o consumidor depois que ele sai da loja, indo muito além do e-commerce.

 

Então, se há dúvida do por onde começar, minha recomendação é maximizar os benefícios que a tecnologia fiscal pode trazer para o seu varejo. Por meio dela é possível ter acesso a um benefício que nenhuma outra ferramenta pode prover que é o Live Data, cujo nome já traduz a ideia solução: fornecer dados reais e em tempo real. É sabido que existem outros recursos, como Business Intelligence, que são poderosos para análise de informações, mas demandam algum tempo de processamento após a geração na fonte. No caso da informação viva, ela cria para o varejista a possibilidade de reagir enquanto o consumidor está presente ou até mesmo de corrigir o desempenho de uma loja em tempo real.

 

Essa solução permite direcionar a área de marketing para guiar políticas de cross selling, up selling e fidelização. Esse último ponto é o que permite que sejam desenvolvidos programas como faz o Grupo GPA com o “Meu Desconto”, app que oferece ofertas exclusivas aos clientes fieis. Com acesso ao CPF e nota fiscal de compras do cliente é possível dar origem a descontos personalizados baseados em suas preferências de consumo.

 

Há muitas outras aplicações em torno desse assunto. Em resumo, a tecnologia fiscal vai além da mensagem e do compliance e, na corrida pela digitalização, chega na frente quem souber empregar melhor seus recursos para conquistar a mente e o coração dos consumidores. Pense nisso e boa largada!

 

Paulo Eduardo Guimarães (Peguim) é gerente geral da paperless no Brasil

 

Fonte: DCI

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